Memorial Pernambuco – Cultura, História e Arte

Os resultados do confronto entre culturas diferentes

Desde o Século XVI conviviam em Pernambuco portugueses, luso-brasileiros e diversas nações indígenas. Falava-se na colônia as diversas línguas dessas nações, dominando entretanto a língua portuguesa. 

Devido a chegada dos holandeses, em 1630, oriundos de vários reinos – entre militares e mercenários, outras línguas vão se somando àquelas do primeiro século, dando ao Recife um ar cosmopolita. 

Por outro lado, diversas culturas vão se inter-relacionando em um processo ainda agravado pelas diferentes religiões praticadas. À primeira vista parece ter sido essa convivência uma tarefa difícil, mas ela ocorreu em 24 anos de domínio.

Os índios começaram seu processo de doutrinação através dos padres da Companhia de Jesus e dos Franciscanos, que no Século XVII, já se encontravam em avançado estágio de convivência.

Os luso-brasileiros mantinham, na medida do possível, seus hábitos e costumes em profundo contraste com os dos holandeses.

Os negros serviam nos engenhos e nas casas da cidade.

O povo vindo dos Países Baixos, também não era de uma mesma cultura.

A convivência gerou novos hábitos e, apesar das diferenças, bem reconhecidas e estudadas, houve troca de experiências e até casamentos. Os holandeses chegaram a educar índios na Europa.

Essas diversas culturas em convivência e o resultado delas, após a saída dos holandeses em 1654, têm sido alvo de vários estudos, gerando e permitindo muitas páginas na história.

Este é o grande e primeiro legado.